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Turismo: o bom negócio que exige qualidade
Marcos Dantas
“Mas, naquela medida de perfeição a que já chegamos, nela prossigamos” Filipenses 3:16
(08.07.10) Não sou especialista em turismo, até mesmo porque os reais ainda não encontraram como deveriam os meus bolsos... Mas como todo bom brasileiro também faço algumas "viagenzinhas necessárias”, ao sudeste, especificamente São Paulo, bem como ao sul da Bahia (ex-região do cacau) minha terra natal. Como bom olheiro das coisas boas que vejo pela estrada e em algumas cidades, comparo com o que temos em nossa região e o que poderia ser melhorado. Concluo que temos tantas potencialidades e qualidades que nem sempre encontramos por aí, como a hospitalidade.
Mesmo não fazendo uma viagem de turismo como desejo fazer um dia, noto que me torno um exigente viajante e cobro qualidade na apresentação dos comércios, especialmente os do ramo de alimentação. O atendimento é outro ponto que observo, lembro-me de não comprar uma bela lembrança em uma cidade paulista pela cara da vendedora que parecia estar me fazendo um favor se dignar me atender... Como também me lembro de ter comprado algo sem importância, uma bugiganga na Bahia pelo amável atendimento e sorriso cordial de um jovem que, pela aparência não teve a oportunidade na vida como aquela moça lá da terra da garoa.
O tempo passa e nós da região ‘extremoestina’ de Goiás, por esses rincões do belo Rio Araguaia estamos dando passos importantes rumo ao entendimento quanto a vocação turística de nossas cidades e o valor comercial que representam para todos. Melhora-se as fachadas comerciais e residenciais, os hotéis, pousadas, restaurantes e similares, independente de “estrelas”, estão se adequando à nova tendência, contratando trabalhadores com algum curso de qualificação – voltemos o filme dez anos e veremos o quanto avançamos – os prefeitos e assessores da área comercial e turística estão investindo em infraestrutura básica; nota-se o interesse na formação de parcerias e convênios que possibilitam qualificação de pessoal, etc.
Imagine se associarmos a hospitalidade do nosso povo, qualidade destacada como positiva pelos visitantes, ao profissionalismo e às potencialidades de belezas de nossa região que parecem tão comuns para nós que vemos isto todos os dias, mas que para os que olham ocasionalmente ficam fascinados, pois é um quadro incomum, raro para o ambiente em que vivem. Ainda temos a produção do artesanato, temos a gastronomia regional que podem receber valores agregados e se tornarem objetos do desejo de quem os vê ou prova. Vamos ‘apertar o passo’, vamos oferecer qualidade de informação, de produtos, serviços e daqui ha poucos anos olharemos para 2010 e veremos o quanto crescemos.
A palavra de ordem é: QUALIDADE!
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