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Desvio viário, a quem interessar possa
“Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos” Pv. 23:10
Marcos Dantas
O JORNAL LOCAL UNE-SE AO PREFEITO MARCÃO E DIZ NÃO! A ESSE DESVIO VIÁRIO COMPLETAMENTE NOCIVO À ECONOMIA DE ARAGARÇAS
(27.01.07) Com a interdição para o tráfego pesado por seis meses na ponte sobre o Rio Garças, que liga os municípios mato-grossenses Pontal do Araguaia/Barra do Garças e ainda via de ligação entre Mato Grosso a Goiás, já que referida ponte forma par com a ponte sobre o Rio Araguaia, volta a tona a discussão sobre a construção do “anel viário”, o qual é referendado pelas autoridades do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes - DNIT e mais alguns políticos e interessados, de Barra do Garças, encontrou ressonância com o último acontecimento da ponte do Rio Garças, instigando os defensores do “anel viário” a acreditarem que essa é a hora de construí-lo, com isso, retirando de vez o tráfego pesado da zona urbana de Aragarças/GO e Barra do Garças/MT.
Já falei e volto a afirmar que podem dar o nome que queiram, mas, o que querem é construir um desvio da BR-158 e BR-070, dos centros de Barra do Garças e Aragarças, e não ANEL viário, pois anel transmite a idéia de algo circular e não como estão planejando, desviar a BR-158 na altura do quilômetro 8, sentido Aragarças/Bom Jardim de Goiás, saindo em Barra do Garças, na altura do Jardim Nova Barra. Vejo aí duas incoerências e um engodo: 1º - tirar o tráfego pesado do centro da cidade de Barra mas leva-lo para um bairro, certamente lá não moram pessoas... 2º - querem dar um novo formato à circunferência do anel. O engodo: os especialistas em pontes atestaram que o problema da ponte do Garças não foi peso e sim o deslocamento de rocha.
Entidades como associações comerciais e câmaras de dirigentes lojistas das duas cidades precisam acordar para a gravidade que representa o desvio do tráfego do centro dessas cidades. Simplesmente o comércio perderá a moeda circulante advindo dessa população em trânsito que diariamente gastam ao longo da Avenida Ministro João Alberto, em Aragarças/Barra do Garças, nos diversos comércios e serviços existentes. Ou será que os dirigentes dessas entidades, iguais a muitos, estão deslumbrados com o nome “anel viário”? Não acredito que toda essa gente esteja como crianças - quero o meu pirulito! Quero o meu anel viário! Certamente pode ser chique dizer aos de fora – aqui nas nossas cidades tem anel viário! – Devem dizer também que, em compensação são cidades mortas...
Esse desvio viário comercialmente “matará” de imediato Aragarças e gradativamente Barra do Garças. As lideranças de Aragarças não podem assistir passivamente as coisas acontecerem, é preciso que suas vozes sejam ouvidas, unidas em coro à voz do prefeito Marcos Antônio que, haja o “anel viário” desde que passe dentro de Aragarças, apresentando alternativa de localização a que se desvie a rodovia passando pela Base Velha, e a cidade de Pontal do Araguaia, se a Barra não quer o tráfego em seu centro. Se for verificado minuciosamente há três grandes interesses na construção do desvio viário, a especulação imobiliária com a valorização de área a ser desapropriada, a exploração de estabelecimentos comerciais por parte de um grupo e por fim, o interesse político de a e b que quererão ser reconhecidos como quem “fez” o “anel viário”.
Esse é o momento para que o povo de Aragarças e suas lideranças, prefeito, vereadores e entidades reflitam sobre o prejuízo financeiro que o comércio sofre com a interdição da ponte do Rio Garças. Seis meses a duras penas e com o desvio viário, como será? Os aragarcenses estão dispostos a engolirem de qualquer jeito esse engodo do desvio viário? Acredito que não! Falta discussão, manifestação. O que se decide por nós, sem nos consultar, geralmente não nos beneficia. Da forma em que estão fazendo é empurrando de goela abaixo uma situação indigesta que pagaremos caro se não formos ouvidos. A voz do prefeito Marcão não pode estar isolada nesse momento, por isso o JORNAL LOCAL une-se a ele e diz NÃO! A esse desvio viário completamente nocivo à economia de Aragarças.
jornallocal@jlocal.com.br
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